HOPITAL DE BASE ARY PINHEIRO

© by Viriato Moura

A história da assistência médico-hospitalar em Rondônia se divide em dois períodos: antes e depois da inauguração do Hospital de Base Ary Pinheiro (HB). Em Porto Velho, as unidades de saúde de maior destaque eram o Hospital São José, inaugurado no final da década de 1920, e a Maternidade Darcy Vargas, que começou a funcionar no início dos anos 1950. Ambas eram deficitárias sob todos os aspectos.

O marco divisório na assistência à saúde no Estado adveio com o governo do coronel Jorge Teixeira de Oliveira, que construiu o maior complexo hospitalar da Amazônia, o Hospital de Base Ary Pinheiro, inaugurado às 15 h do dia 12 de janeiro de 1983. Nascia assim a primeira unidade de saúde de nível terciário em Rondônia. A gigantesca estrutura, localizada num ponto estratégico da avenida que recebeu o nome do então governador, foi construída em 16 mil m2, numa área urbanizada de 34 mil m2. Possuía 22 blocos, onde foram distribuídos 400 leitos e diversos serviços especializados. No seu primeiro ano, o hospital atingiu o contingente de 1300 funcionários. O nome dado ao nosocômio homenageia um médico pioneiro que deu importante contribuição a esta região, tanto no âmbito da assistência médica, como cirurgião, como no cultural, visto ser profundo conhecedor de nossos índios, flora e fauna.

O HB propiciou a vinda para Porto Velho de especialistas na área de saúde, em particular de médicos. Este fato, mais a aquisição de materiais e equipamentos de melhor qualidade promoveram grandes avanços na assistência à saúde em nosso meio.O hospital era considerado a menina dos olhos do governador, que não media esforços para atender suas necessidades.

Tive a honra de participar ativamente do nascimento desse grande salto para a assistência à saúde em Rondônia. Antes de mim, esse trabalho estava sendo conduzido pelo Dr. José Adelino da Silva, conceituado pediatra. O Teixeirão, como era popularmente conhecido o governador, alçou o Dr. Adelino ao cargo de secretário de Estado da Saúde e me nomeou diretor-geral do HB, no final de 1982. Coube-me preparar a inauguração do hospital e dirigi-lo ao longo dos últimos dois anos e seis meses de sua profícua administração.

Dada a dimensão e a complexidade do hospital, sua inauguração ocorreu em três etapas, nos meses de janeiro, fevereiro e março de 1983, quando foi concluída com a ativação do serviço de psiquiatria.

Ao longo de seus 20 anos de existência, o HB viveu diversos momentos quanto a qualidade dos serviços oferecidos à população. Lamentavelmente, suas condições pioraram. Nenhum outro governador deu tanta atenção àquela unidade de saúde como o Teixeirão, que a visitava com freqüência e demonstrava, com ações, a importância a ela atribuída.